terça-feira, 9 de setembro de 2014

Diálogo Insurgente: O PÚBLICO E O PRIVADO NA DESTINAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL

Dando continuidade aos debates sobre Ordenamento Fundiário e Política Agrária na Amazônia, o Najup Cabano convida todos a participar de mais um Diálogo Insurgente. 

O próximo Diálogo terá como tema “O PÚBLICO E O PRIVADO NA DESTINAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL: uma análise sociojurídica”. 

O convidado dessa semana será Cândido Cunha, engenheiro agrônomo, servidor do Incra e pós-graduando do ICS/Ufopa. 

Data: 11.09.2014
Local: Sala 316, Campus Amazônia (Ufopa)
Horário: 18:00h


Participem! O texto base segue abaixo:

Resumo: Amplas análises demonstram como o processo de colonização da Amazônia a partir dos anos 1970 voltou-se para a implantação do grande capital na região, inclusive atraindo mão-de-obra para viabilizá-lo. Partindo daí e restringindo-se à região do Polígono Desapropriado de Altamira, no Pará, este artigo pretende detalhar algumas contradições dos programas de colonização que, apesar de normativas que
preconizavam o contrário, viabilizaram a instalação da grande propriedade em áreas originalmente destinadas à “propriedade familiar”. Três momentos principais serão abordados: a) a colonização oficial; b) os Projetos de Assentamentos (PAs) e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS), vindos com o I e o II Plano Nacional de Reforma Agrária; e c) o Programa “Terra Legal”.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MAPA TERRITORIAL, TEMÁTICO E INSTRUMENTAL DA ASSESSORIA JURÍDICA E ADVOCACIA POPULAR NO BRASIL

http://pt.scribd.com/doc/237306381/assessoria-juridica-e-advocacia-popular-no-brasil-pdf 

Mapa Territorial, Temático e Instrumental da Assessoria Jurídica e Advocacia Popular no Brasil / José Antônio P. Gediel, Leandro Gorsdorf, Antonio Escrivão Filho, Hugo Belarmino, Marcos J. F. Oliveira Lima, Eduardo F. de Araújo, Yuri Campagnaro, Andréa Guimarães, João T. N. de Medeiros Filho, Tchenna Maso, Kamila B. A. Pessoa, Igor Benício, Virnélia Lopes, André Barreto - Curitiba/PR – Brasília/DF – João Pessoa/PB 2011.
90 p.

ISBN: 978-85-62707-38-4

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Reunião Formação/Debate de Textos - 21-08-2014

A próxima reunião do Najup Cabano ocorrerá no Campus Amazônia da UFOPA. Hotel Amazônia Boulevard, no dia 21/08 as 18h, na sala 307, no segundo andar.

Os novos textos a serem debatidos nesta reunião serão: "Premissas Conceituais Assessoria e Advocacia Popular No Brasil" e "Assessoria Jurídica Popular Universitária", que podem ser lidos ou baixados nos links (ou abaixo clicando em Mais informações):

http://pt.scribd.com/doc/237209037/Premissas-Conceituais-Assessoria-e-Advocacia-Popular-No-Brasil

http://pt.scribd.com/doc/237208709/Assessoria-Juridica-Popular-Universitaria

Desde já todos os interessados em proveitosas discussões estão convidados.

domingo, 17 de agosto de 2014

VII Festival de DiЯeitos - O DIREITO NA AMAZÔNIA ENTRE TERRAS, ÁGUAS E GRANDES PROJETOS: Por um Direito Achado na Beira do Rio

Resumo:
Entre os dias 03 e 07 de Novembro de 2014, a Universidade Federal do Oeste do Pará, no auditório Wilson Fonseca, sediará o VII Festival de DiЯeitos, com o tema: “O Direito na Amazônia entre Terras, Águas e Grandes Projetos: Por um Direito Achado na Beira do Rio”. O evento organizado pelo Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular (NAJUP Cabano) espera, durante os cinco dias, reunir a comunidade acadêmica em volta de uma ampla programação de debates, grupos temáticos, apresentação de trabalhos, além de atividades culturais. Os palestrantes/debatedores serão do quadro docente da UFOPA, bem como de pesquisadores e profissionais externos atuantes na área.

Palavras-chave: Direito; Amazônia; Grandes Projetos.
 
Justificativa:
 
O Festival de Direitos tem se constituído em um espaço acadêmico onde a universidade, a sociedade civil e os movimentos sociais debatem assuntos caros ao direito na Amazônia. Seus espaços tem se pautado na busca de meios para a construção de um conhecimento e de uma educação jurídica socialmente comprometida com os segmentos sociais amazônicos historicamente silenciados e invisibilizados, cujo modo de vida é constantemente ameaçado pelas ações ofensivas e truculentas das muitas cabeças do capital. 
“O DIREITO NA AMAZÔNIA ENTRE TERRAS, ÁGUAS E GRANDES PROJETOS: Por um Direito Achado na Beira do Rio” é o tema que norteará as reflexões do VII Festival de Direitos. Sabe-se, que a Amazônia é um dos espaços de maior efervescência em questões agrárias da América Latina. Espaço dos sonhos, dos delírios, das cosmologias e de uma imensa diversidade territorial que constantemente encontra-se no centro das investidas de projetos de integração regional, de complexos hidroelétricos, de exploração mineral, de aproveitamento da biodiversidade. Investidas essas que, na maioria das vezes, são marcadas por uma série de truculências, irregularidades, ilícitos e desrespeito aos direitos dos povos da Amazônia. 
 As ameaças que hoje se abatem sobre populações tradicionais, ribeirinhos, indígenas e colonos na Amazônia, sejam elas decorrentes das hidrelétricas em curso ou planejadas ou das grandes minerações conjugadas aos projetos de geração de energia, são não somente legitimadas por políticas públicas implementadas sob um conceito axiomático de “desenvolvimento”, mas também fundadas em um aparato jurídico e político, incluindo-se aqui as diversas esferas do poder público e do próprio Poder Judiciário, com os quais o capital estabelece relações não muito claras.
E nada disso é novo. A opção histórica do Estado brasileiro por um modelo de desenvolvimento perverso que se respalda na maximização dos lucros e benefícios econômicos, através da utilização intensiva dos recursos naturais ocorre de maneira acentuada na Amazônia desde pelo menos a década de 1970, quando veio a primeira leva de grandes projetos. Desde lá a Amazônia vem sendo tratada como um espaço cuja finalidade precípua é servir aos objetivos e interesses econômicos do governo e da iniciativa privada nacional e internacional, em detrimento das características e processos históricos, sociais, geográficos, ambientais e políticos que envolvem as populações e os diversos sujeitos locais e regionais. A diferença é que agora os constructos ideológicos erigidos sobre os augúrios do regime militar, foram repaginados e apresentam-se na forma de um discurso “verde” e que, não raras vezes, vem acompanhado do termo “sustentável” e “democrático”.
Nesse contexto, o título de propriedade, a licença legal, mesmo que se trate de uma legalidade superficial, serve de engenho oficial para tirar o direito legítimo de ribeirinhos, indígenas e pescadores que aqui vivem. A história desses povos se sustenta na oralidade e ao verbo é negado o valor documental, principalmente quando esse prova o direito à terra. Ao roubar-lhes a história e a memória, enquanto formas de defesa de seus territórios e identidades, rouba-lhes também a existência como ser político, como sujeito detentor de direitos. Em muitas situações, o documento da terra faz-se acompanhar da violência material e simbólica, antes apresentada na forma de pistoleiros, e agora, também, em tons institucionais, fardada, oficial e ainda mais intimidadora (TORRES, 2013). Embora a Constituição de 1988, contenha um sistema normativo voltado para a redução do grau de injustiça nas relações entre camponeses e proprietários capitalistas do solo rural, o que se verificou nos últimos anos, especialmente na Amazônia, foi exatamente o contrário: um alastramento sensível da violência no campo. Frente a esse cenário, uma conclusão se impõe: nenhum país mantém inocentemente seu sistema agrário fundado nesses moldes (COMPARATO, 2010).
Tudo isso nos impele a uma análise crítica das experiências (e das teorias) sobre o papel assumido pelo Direito nas ações dos grandes projetos na Amazônia, os seus contornos, os seus reflexos e suas especificidades. Daí a importância e a necessidade de um debate sobre o Direito na Amazônia e à Amazônia que transcenda os limites do Direito, enquanto um saber apartado da vida dos povos da Amazônia. Um debate que contribua para a formação de juristas sensíveis aos sujeitos envolvidos nos conflitos agrários, cientes da necessidade de rompimento das barreiras da neutralidade sobre as quais, normalmente, se fundam o imaginários dos juristas e estejam atentos não apenas às leis, mas também à vida e aos afetos das populações sobre as quais estas recaem.  

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Reunião Formação/Debate de Textos

A próxima reunião do Najup Cabano ocorrerá no Campus Amazônia da UFOPA. Hotel Amazônia Boulevard, no dia 14/08 as 18h, na sala 307, no segundo andar.

Nesta reunião serão discutidos os textos "Criando Métodos de Pesquisa Alternativa" e "Teoria e prática de O direito achado na rua", que podem ser lidos ou baixados nos links (ou abaixo clicando em Mais informações):

http://pt.scribd.com/doc/236657786/Criando-Metodos-de-Pesquisa-Alternativa

http://pt.scribd.com/doc/236658151/Teoria-e-Pratica-de-O-Direito-Achado-Na-Rua

Desde já todos os interessados em proveitosas discussões estão convidados.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Local de inscrições do VI FESTIVAL DE DIЯEITOS

A comissão de organização do VI FESTIVAL DE DIЯEITOS vem comunicar que as inscrições para o evento estão ocorrendo normalmente no Campus Amazônia da UFOPA - hotel Amazônia Boulevard - na sala da Coordenação Acadêmica do ICS, localizada no segundo piso, próxima a escada do final do corredor.

Também estão sendo feitas inscrições durante a II Jornada Acadêmica da UFOPA, no campus Tapajós - Av. Vera Paz, s/n, Bairro Salé.

Lembramos que esta é a ultima semana de inscrições e que na semana seguinte haverão inscrições somente na segunda-feira. Na terça já começa o credenciamento pela parte da manhã e tarde.

Palestrantes VI FESTIVAL DE DIЯEITOS

Um resumo do currículo lattes de alguns dos ilustres palestrantes do festival deste ano:

Amadeu de Farias Cavalcante Júnior

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Pará (1999). Defendeu tese de doutorado no início de 2009 pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Socias da UFPa, onde fez o mestrado (2004), ambos na área de concentração em Sociologia. Foi Bolsista da Capes e CNPq em ambos os cursos. Sua área de pesquisa foi desenvolvida dentro da linha de pesquisa em "Violência e Não-Violência nos Processos Sociais", ao qual o tema prisão, violência, sistema prisional, sistema de justiça criminal e segurança pública se constiuem em debates nos projetos pesquisados. Foi bolsista de pós-doutoramento pelo PRODOC/CAPES, vinculado ao programa de pós-graduação em Ciências Sociais(PPGCS/UFPa) no ano de 2009. Atualmente é professor Adjunto do Programa de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Oeste do Pará, na área de Sociologia Jurídica.

Edmundo Lima de Arruda Junior

Possui graduação em Direito pela Universidade de Brasília (1978), mestrado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (1981) e doutorado em Sociologia - Université Catholique de Louvain (1991), pós doutorado em sociologia do político na Universitè Paris 8 Saint Denis (1996), pós doutorado em sociologia na universitè Paris X Nanterre (2009) . Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros, coordenador geral do Instituto de Estudos e Pesquisas, presidente honorifico - Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina e presidente do Instituto de Pesquisas Jurídicas. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em sociologia do Direito, atuando principalmente nos seguintes temas: sociologia do sistema judicial e sociologia da educação jurídica.

José Humberto de Góes Junior

Doutorando em Direito pela Universidade de Brasília; Mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal da Paraíba; professor assistente da Universidade Federal de Goiás; advogado com atuação em movimentos sociais; tem experiência em pesquisa sobre extensão universitária, educação jurídica, direitos humanos, epistemologia e filosofia latino-americana, direitos da criança e do adolescente, cidadania, acesso à justiça, democracia e poder judiciário.

Luiz Otávio Corrêa Pereira

Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Pará (1991), graduação em Ciencias Sociais pela Universidade Federal do Pará (1994), mestrado em Direito pela Universidade Federal do Pará (1997) e doutorado em Direito pela Universidade Federal do Pará (2007). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito.

Ricardo Prestes Pazello

Professor de Antropologia Jurídica da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Doutorando em Direito das Relações Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná (PPGD/UFPR). Mestre em Filosofia e Teoria do Direito pelo Curso de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (CPGD/UFSC) como bolsista CAPES. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Programação VI Festival de Direitos - 2013

VI Festival de Direitos - 2013 - Por que Estudar Direito Hoje?

VEM AÍ O VI FESTIVAL DE DIREITOS 2013
Entre os dias 29 de Outubro e 01 de Novembro de 2013, a Universidade Federal do Oeste do Pará, no Campus Rondon, sediará o VI Festival de Direitos, com o tema: “POR QUE ESTUDAR DIREITO HOJE? Por um Direito achado na beira do rio”. Evento organizado pelo Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular. 

Durante os quatro dias, a comissão organizadora espera reunir a comunidade participante em volta de uma ampla programação de debates, grupos temáticos, apresentação de trabalhos, além de atividades culturais. 

Os palestrantes/debatedores serão do quadro docente da UFOPA, bem como de pesquisadores e profissionais externos atuantes na área. 

Surgido a partir da necessidade de um fórum para debater os principais assuntos jurídicos e sociais da região, de maneira crítica e teórica, sobretudo em se tratando da região Amazônia, o Festival de Direitos deste ano traz o tema “POR QUE ESTUDAR DIREITO HOJE? Por um Direito achado na beira do rio”. Esta temática tem o objetivo de desmascarar uma das mentiras mais comuns com que se depara o estudante de direito, a de que ele deve primeiro conhecer bem as leis e os costumes da classe, grupos e povos dominantes e só depois, se quiser, tratá-los em mais largas perspectivas, sociológicas, filosóficas e críticas.

Folder/ Ficha de inscrição VI Festival de Direitos